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Concluí minha graduação em Psicologia no ano de 2003. Naquela época, durante os cinco anos de faculdade nunca tinha ouvido falar deste conceito: Psicologia Positiva. Entretanto, recentemente, durante alguns cursos que participei,  tomei ciência desta tema, que pretendo resumir agora.

Assim, como em qualquer teoria que precisa ser amplamente aprofundada para que seja corretamente aplicada, meu conhecimento sobre o tema é ainda muito raso e superficial.  Apesar deste fato, o  objetivo deste post é esclarecer especialmente para o público leigo o que se trata a psicologia positiva e quais são algumas de suas contribuições .

O percursor da Psicologia Positiva foi Martin Seligman, psicólogo americano, que baseou seus estudos na tentativa de compreender os aspectos positivos da vida de um indivíduo, em oposição aos aspectos patológicos ou adaptativos, amplamente enfatizados pela psicopatologia.

A idéia defendida por Seligman,  evidentemente, não é totalmente original. Ao contrário, diversos autores do passado, entre eles Carl Gustav Jung, por exemplo, haviam dedicado seu foco também nas potencialidades do ser humano. Porém, foi Seligman, em parceira com outros pesquisadores empíricos que  focaram sua atenção em fatores que contribuem para a felicidade humana e realizaram diversos estudos na área.

A grosso modo, a  proposta pode ser compreendida da seguinte forma:  uma vida feliz, não é feita exclusivamente através da ausência de fatores negativos. É claro, que o conceito de saúde, pode ser entendido como a ausência de doença ou de aspectos patológicos como ansiedade e depressão. Porém, para os autores a felicidade consiste na presença de aspectos que realmente tragam satisfação à vida do indivíduo.

Logo, nota-se que o objetivo de uma vida mais plena e satisfatória consiste em encontrar alegria no cotidiano.

Dentre os aspectos pesquisados, foram citados fatores que contribuem para uma vida mais saudável e feliz, como por exemplo, o contato amoroso com familiares e amigos, desenvolvimento espiritual através da compaixão com o semelhante, relações equilibradas e saudáveis, onde seja possível a cada um a possibilidade de  desenvolver suas  potencialidades e relações de trabalho harmoniosas e produtivas.

Além destes aspectos, o autor em suas obras  descreve o termo “flow”,  introduzido pelo  Dr. Mihalyi Csikzentmihalyi para designar atividades humanas altamente satisfatórias, onde o indivíduo encontra-se tão absorvido em sua execução, que não nota o “tempo passar”. O foco é tão grande na execução da tarefa, que mantém a mente concentrada no presente e gera um alto nível de satisfação.

Para exemplificar, podemos pensar em uma bailarina executando uma dança tão fluída, um baterista tocando em nível contagiante, ou uma dona de casa preparando uma refeição para sua família, com esmero.

Outros exemplos podem ser encontrados em uma atividade física prazerosa ou em um hobby como a pintura, a costura e etc.

Vale ressaltar que há outros pontos relevantes da teoria que precisam ser analisados em profundidade, e considerar que o blog apresentou o tema de modo superficial. Porém,  partindo deste referencial apresentado, é possível observarmos alguns aspectos em nossa vida onde verdadeiramente encontramos satisfação.

Logo, vale a pena considerar a possibilidade de ir em busca daquilo que verdadeiramente nos satisfaz, ou ainda buscar desenvolver aquela atividade que adiamos a tempos, mas que a vontade de desempenhar é muito grande. Outra dica é cuidar das nossas relações diárias com atenção e esmero. O resultado certamente será compensador.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_positiva, acesso em 29 de jul, 2015.

Psicologia Positiva e resiliência: www.scielo.br/pdf/pe/v8nspe/v8nesa10, acesso em 29 de jul, 2015.


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