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Constantemente fazemos escolhas em nossas vidas: algumas assertivas, outras nem tanto. A diferença está nas razões que determinam essas escolhas. Se não temos clareza das nossas razões, corremos o risco de ficarmos em uma situação pior do que  anterior, aquela onde costumamos  dizer que  “ a emenda saiu pior que o soneto”, ou ainda que  ” tentamos apagar o fogo com gasolina” ( mais atual, rsrs)

Comigo isso já aconteceu. Há alguns anos eu queria aprimorar minhas habilidades na área de atuação em que eu estava: Vendas e Marketing. Afinal, havia me graduado em Psicologia e atuado na área por 5 anos.

 Na época, estava administrando junto aos meus familiares o negócio que tínhamos: uma importadora de produtos médicos. Logo, percebi a necessidade de aprofundar meu conhecimento em administração.

Pensei em me inscrever em uma Pós-graduação em Marketing. Acreditava que assim, teria uma boa base para contribuir com meus objetivos. Pelo menos, de forma consciente, era assim que havia feito a minha escolha: preciso me especializar, logo, procuro uma pós-graduação.

O problema era que eu não estava apenas procurando me especializar. Eu queria algo além da especialização, algo que dependia de mais alguém além de mim: o reconhecimento do meu esforço, especialmente pelo meu pai.

Queria que ele valorizasse o que eu estava fazendo para recompensar todo o investimento que ele havia feiro em mim a vida toda. O problema era que eu não sabia disso, até então.

Como pagar o preço de escolher uma pós, frequentar as aulas, que naquela época erma presenciais e, fazer atividades em grupo, um TCC, se na verdade o que eu queria era um a validação de outra pessoa sobre meu esforço? Foi aí que a esolha pela pós me pareceu equivocada, especialmente porque o tal reconhecimento não veio, com a minha decisão de retomar os estudos.

Quando essa ficha caiu, depois que percebi o que buscava, tive que decidir o que fazer: seguir com ampós e obter dela aquilo que ela de fato poderia me proporcionar ou desistir de tudo. Optei pela primeira decisão, com muito mais serenidade e disposta a pagar o preço pela decisão tomada, agora de forma bem mais acertada.

Para mim, essa experiência   Foi uma lição e tanto, especialmente por tudo o que aprendi dela. assim,  imagino o quanto isso acontece por aí com você que agora me le.

Eu , por exemplo, recebo muito essa queixa  de diversos clientes que fizeram escolhas equivocadas buscando evitar olhar para o que de fato queriam ou precisavam,e se precipitaram em suas decisões:  desde se envolverem em relacionamentos tóxicos, apenas para evitar a solidão, frequentar lugares totalmente avessos aos seus objetivos e permanecer em situações desagradáveis, buscando um alivio temporário. O famoso apagar fogo com gasolina, sabe?

E como saber se a gente está justamente fazendo escolhas equivocadas?

Como nem sempre conseguimos perceber que se trata de uma roubada, até porque parte da escolha parece atraente no momento (meu curso, por exemplo, não era equivocado, mas a razão da escolha sim), é sempre importante pensar em seus objetivos.

Algumas perguntas, podem te ajudar. Fiz uma lista delas aqui e peço que você use papel e caneta para responde-las. Faz muita diferença, creia.

Vamos lá, responda então:

  1. Qual a intenção em fazer determinada coisa?
  2. O que vou ganhar de fato com isso?
  3. O que vou perder ou deixar de ganhar com a minha decisão?
  4. Após um ano, essa escolha ainda me impactará? De que maneira?
  5. Há outras maneiras de obter o que busco?

Isso pode ajudar a descobrir o que de fato estamos buscando e se a decisão é mesmo assertiva para esse caso. O foco no objetivo é uma maneira menos emocional e mais adequada de ponderar sobre perdas e ganhos de cada situação.

E você? Já tomou decisões precipitadas mais baseadas no medo do que nas suas escolhas reais?

O autoconhecimento pode te ajudar. Conte comigo nessa jornada!

Um abraço

Leticia Rodrigues

 


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