top of page

O impacto da Comunicação na Saúde Mental de times

Existe uma máxima que diz que conversando a gente se entende, entretanto, os dados de pesquisa sobre o tema saúde mental e desenvolvimento humano, apontam para  uma dificuldade na competência comunicação entre times.


A ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), e pesquisa da Vittude em parceria com a Você RH, trouxe alguns dados significativos que podem nos fazer pensar a respeito:

  • A grande maioria dos líderes enxergam conflitos em seus times causados pela comunicação.

  • 55% dos líderes brasileiros sentem-se esgotados.

  • 77% dos liderados acham importante receber feedbacks. Ao passo que apenas 31% dos líderes acreditam que isso seja relevante.



Assim, não basta apenas conversar, mas aprender como conversar e estabelecer relações de confiança.


Saúde mental e comunicação:


Os dados acima e muitos outros como aqueles que se referem ao aumento do burnout nas empresas e a sensação cada vez mais presente de que as pessoas estão” com os nervos à flor da pele” mostram o impacto da comunicação nisso tudo.

Ora, é através da comunicação que estabelecemos nossas relações com as pessoas. Portanto, quem se comunica melhor:

  • Atinge melhores índices de influência.

  • Têm vantagem em negociar o que lhe importa

  • Conseguem serem assertivos ao alcançar seus objetivos

  • Líderes que emitem feedbacks encorajam suas equipes a modificarem suas atitudes impactando na motivação e desenvolvimento dos times.


Tudo isso por si só já facilita a compreensão do impacto da comunicação na criação de um ambiente produtivo e equilibrado.


Mas porque se comunicar não é tão fácil, se existem tantas vantagens?


Por que para a comunicação aconteça de fato e a gente consiga se conectar ao outro, é importante trabalhar a própria vulnerabilidade.


A vulnerabilidade é por vezes compreendida como fraqueza. Esta definição aparece inclusive na descrição do dicionário sobre o termo, o que fatalmente nos impede de avançar nesse quesito.


Ninguém gosta de demonstrar fraqueza, especialmente no ambiente de trabalho. E eu concordo.


Mas o conceito de vulnerabilidade está também associado a integridade. Não somos infalíveis e também não possuímos todas as respostas. Inclusive, é através da aquisição de novos pontos de vista que há mudança de opinião e crescimento.


Somente evoluímos através da vulnerabilidade.


Brené Brow pesquisadora e escritora de obras como “ A coragem de ser imperfeito”, é conhecida por sua provocação em relação ao termo vulnerabilidade. Ela sugere inclusive que é através dela que estabelecemos conexão com o s demais.


Ninguém é infalível. Abrir essa possibilidade e abraçar possíveis erros, diminui a ansiedade e de fato, cria mais confiança.


Enxergar a vulnerabilidade como possibilidade real é a única forma que temos de evoluir, afinal sempre somos vulneráveis em algum aspecto.


O segredo das equipes de alta performance: Empatia


O Google, como sabe de todas as respostas resolveu investigar também o segredo das equipes de alta performance.

E descobriu que as equipes que prosperam possuem tais características:

1. Cultura de feedbacks.

2. Reconhecimento de necessidades e emoções dos membros do time.

3. Apoio mútuo.

4. Clareza de papeis.


Curiosamente esses são alguns dos itens que compõe a segurança psicológica de equipes em uma cultura anti-burnout.


Até porque, discutir sobre o que funciona e o que não, ter apoio e reconhecimento de necessidades é o que nós chamamos de empatia.


A empatia, uma das competências que compõe a Inteligência Emocional, foi descrita por Daniel Goleman como a habilidade de reconhecer sentimentos e necessidades dos outros e agir em conformidade.


Na comunicação a empatia se caracteriza primeiro pela escuta ativa do outro, evitando julgamentos e buscando compreender sobre o que as pessoas sentem e precisam.


Parece simples, mas na prática a coisa se torna complicada, à medida que nossa interação tão atrapalhada pela correria do dia a dia e pela pressão à qual estamos submetidos, compromete nossa disponibilidade para tal aprofundamento.


Por outro lado, não existe empatia sem autoconhecimento. É preciso silenciar, ouvir as próprias demandas e se cuidar para depois estabelecer melhores vínculos.


Como aplicar a empatia na comunicação de maneira prática?


Grande parte dessas dicas têm como base a premissa de que somos seres únicos, com repertórios e histórias diferentes, mas que possuímos sentimentos e necessidades similares.


Logo, exercer a empatia é possível, mesmo com pessoas desafiadoras. Inclusive é com elas que a missão precisa se estabelecer, afinal criar empatia por afinidade é quase natural.


Por outro lado, não atuamos somente com aqueles que a gente ama, certo?


Marshall Rosenberg , psicólogo e percursor da Comunicação não -violenta, estabeleceu que a comunicação empática, conecta pessoas.


O debate foi superinteressante e gerou reflexões sobre a melhor maneira de comunicar o que precisa ser dito.


Assim durante um feedback:

  • Seja factual

  • Evite julgar

  • Não generalize atitudes

  • Não use palavras que só fazem sentido para você (postura, comprometimento, responsabilidade, sucesso)

  • Envolva o outro na resolução do problema

  • Faça follow-up de acompanhamento.


A comunicação assertiva, cria ambientes de apoio entre pessoas e é responsável pelo resultado de maior engajamento e produtividade entre equipes.


Como você enxerga o desafio da comunicação no seu dia a dia?


Que levar essa discussão para seu time ou aprimorar suas habilidades individualmente? Eu posso lhe ajudar nesses desafios.


Um abraço


Leticia Rodrigues


Quem sou eu?

Sou Leticia Rodrigues psicóloga e fundadora da FIORIRE CONSULTORIA. Ajudo empresas e profisionais em seus desafios profissionais e pessoais, encontrando propsito e equilibrio emocional.


Minha base é fortalecer o autoconhecimento e levar você a aprender sobre seu funcionamento a atingir seus objetivos. Também facilito treinamentos para empresas como SBT, KUMON e

Nike sobre temas como Inteligência Emocional, Motivação, Comunicação Assertiva e Saúde Mental Corporativa.


Fui uma das 100 pessoas escolhida para participar da primeira turma do Programa de Aceleração de Creators do Linkedin Brasil.

Letícia Rodrigues


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page