top of page

O impacto da Comunicação na Saúde Mental de times

11 de mai. de 2023
4 min de leitura

Existe uma máxima que diz que conversando a gente se entende, entretanto, os dados de pesquisa sobre o tema saúde mental e desenvolvimento humano, apontam para  uma dificuldade na competência comunicação entre times.


A ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), e pesquisa da Vittude em parceria com a Você RH, trouxe alguns dados significativos que podem nos fazer pensar a respeito:

  • A grande maioria dos líderes enxergam conflitos em seus times causados pela comunicação.

  • 55% dos líderes brasileiros sentem-se esgotados.

  • 77% dos liderados acham importante receber feedbacks. Ao passo que apenas 31% dos líderes acreditam que isso seja relevante.



Assim, não basta apenas conversar, mas aprender como conversar e estabelecer relações de confiança.


Saúde mental e comunicação:


Os dados acima e muitos outros como aqueles que se referem ao aumento do burnout nas empresas e a sensação cada vez mais presente de que as pessoas estão” com os nervos à flor da pele” mostram o impacto da comunicação nisso tudo.

Ora, é através da comunicação que estabelecemos nossas relações com as pessoas. Portanto, quem se comunica melhor:

  • Atinge melhores índices de influência.

  • Têm vantagem em negociar o que lhe importa

  • Conseguem serem assertivos ao alcançar seus objetivos

  • Líderes que emitem feedbacks encorajam suas equipes a modificarem suas atitudes impactando na motivação e desenvolvimento dos times.


Tudo isso por si só já facilita a compreensão do impacto da comunicação na criação de um ambiente produtivo e equilibrado.


Mas porque se comunicar não é tão fácil, se existem tantas vantagens?


Por que para a comunicação aconteça de fato e a gente consiga se conectar ao outro, é importante trabalhar a própria vulnerabilidade.


A vulnerabilidade é por vezes compreendida como fraqueza. Esta definição aparece inclusive na descrição do dicionário sobre o termo, o que fatalmente nos impede de avançar nesse quesito.


Ninguém gosta de demonstrar fraqueza, especialmente no ambiente de trabalho. E eu concordo.


Mas o conceito de vulnerabilidade está também associado a integridade. Não somos infalíveis e também não possuímos todas as respostas. Inclusive, é através da aquisição de novos pontos de vista que há mudança de opinião e crescimento.


Somente evoluímos através da vulnerabilidade.


Brené Brow pesquisadora e escritora de obras como “ A coragem de ser imperfeito”, é conhecida por sua provocação em relação ao termo vulnerabilidade. Ela sugere inclusive que é através dela que estabelecemos conexão com o s demais.


Ninguém é infalível. Abrir essa possibilidade e abraçar possíveis erros, diminui a ansiedade e de fato, cria mais confiança.


Enxergar a vulnerabilidade como possibilidade real é a única forma que temos de evoluir, afinal sempre somos vulneráveis em algum aspecto.


O segredo das equipes de alta performance: Empatia


O Google, como sabe de todas as respostas resolveu investigar também o segredo das equipes de alta performance.

E descobriu que as equipes que prosperam possuem tais características:

1. Cultura de feedbacks.

2. Reconhecimento de necessidades e emoções dos membros do time.

3. Apoio mútuo.

4. Clareza de papeis.


Curiosamente esses são alguns dos itens que compõe a segurança psicológica de equipes em uma cultura anti-burnout.


Até porque, discutir sobre o que funciona e o que não, ter apoio e reconhecimento de necessidades é o que nós chamamos de empatia.


A empatia, uma das competências que compõe a Inteligência Emocional, foi descrita por Daniel Goleman como a habilidade de reconhecer sentimentos e necessidades dos outros e agir em conformidade.


Na comunicação a empatia se caracteriza primeiro pela escuta ativa do outro, evitando julgamentos e buscando compreender sobre o que as pessoas sentem e precisam.


Parece simples, mas na prática a coisa se torna complicada, à medida que nossa interação tão atrapalhada pela correria do dia a dia e pela pressão à qual estamos submetidos, compromete nossa disponibilidade para tal aprofundamento.


Por outro lado, não existe empatia sem autoconhecimento. É preciso silenciar, ouvir as próprias demandas e se cuidar para depois estabelecer melhores vínculos.


Como aplicar a empatia na comunicação de maneira prática?


Grande parte dessas dicas têm como base a premissa de que somos seres únicos, com repertórios e histórias diferentes, mas que possuímos sentimentos e necessidades similares.


Logo, exercer a empatia é possível, mesmo com pessoas desafiadoras. Inclusive é com elas que a missão precisa se estabelecer, afinal criar empatia por afinidade é quase natural.


Por outro lado, não atuamos somente com aqueles que a gente ama, certo?


Marshall Rosenberg , psicólogo e percursor da Comunicação não -violenta, estabeleceu que a comunicação empática, conecta pessoas.


O debate foi superinteressante e gerou reflexões sobre a melhor maneira de comunicar o que precisa ser dito.


Assim durante um feedback:

  • Seja factual

  • Evite julgar

  • Não generalize atitudes

  • Não use palavras que só fazem sentido para você (postura, comprometimento, responsabilidade, sucesso)

  • Envolva o outro na resolução do problema

  • Faça follow-up de acompanhamento.


A comunicação assertiva, cria ambientes de apoio entre pessoas e é responsável pelo resultado de maior engajamento e produtividade entre equipes.


Como você enxerga o desafio da comunicação no seu dia a dia?


Que levar essa discussão para seu time ou aprimorar suas habilidades individualmente? Eu posso lhe ajudar nesses desafios.


Um abraço


Leticia Rodrigues


Quem sou eu?

Sou Leticia Rodrigues psicóloga e fundadora da FIORIRE CONSULTORIA. Ajudo empresas e profisionais em seus desafios profissionais e pessoais, encontrando propsito e equilibrio emocional.


Minha base é fortalecer o autoconhecimento e levar você a aprender sobre seu funcionamento a atingir seus objetivos. Também facilito treinamentos para empresas como SBT, KUMON e

Nike sobre temas como Inteligência Emocional, Motivação, Comunicação Assertiva e Saúde Mental Corporativa.


Fui uma das 100 pessoas escolhida para participar da primeira turma do Programa de Aceleração de Creators do Linkedin Brasil.

Letícia Rodrigues


 
 
 

Comentários


bottom of page