top of page

Saúde Mental e Cultura

Data: 13 de fevereiro de 2025


Nos últimos anos, a conversa sobre saúde mental no trabalho deixou de ser um tabu para se tornar uma necessidade urgente. Desde a pandemia, muita gente passou a sentir na pele o peso da ansiedade, do estresse e do esgotamento profissional. Segundo a OMS, os casos de depressão e ansiedade aumentaram em 25% no mundo durante esse período – um reflexo direto das mudanças bruscas na rotina e das pressões do dia a dia. No Brasil, mais da metade da população relatou uma piora na saúde mental.

Saúde mental nas empresas, finte Instagram @Martha Gabriel
Saúde mental nas empresas, finte Instagram @Martha Gabriel


E esse impacto não ficou só na vida pessoal. As empresas também sentiram o efeito desse desgaste, com produtividade em queda e afastamentos cada vez mais frequentes. Não à toa, a OMS classificou o burnout como uma condição ocupacional, reconhecendo que o excesso de trabalho pode levar a um esgotamento extremo. 

Aqui no Brasil, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1) trouxe uma novidade importante: agora, os riscos psicossociais também fazem parte das preocupações das empresas, reforçando a necessidade de um ambiente de trabalho mais saudável. 

Diante desse cenário, fica claro que cuidar da saúde mental no trabalho não é só um "extra", mas uma peça essencial para um dia a dia mais equilibrado e produtivo. Afinal, colaboradores saudáveis e motivados fazem toda a diferença para o sucesso de qualquer negócio.


O que de verdade impacta a saúde mental de times?

Uma pesquisa da Gallup sobre o trabalho identificou que a Cultura é o maior fator de impacto para o bem-estar das pessoas, chegando a 80% do índice de influência. 

Como cultura, entendemos a forma que os indivíduos se relacionam entre si, através de valores e práticas conscientes e inconscientes, que são reforçadas através do convívio. 

Os colaboradores do mundo todo, entrevistados pela Gallup, citaram os fatores que mais afetam a motivação e o engajamento:


  1. Respeito à hierarquia

  2. Maior chance de aprendizado

  3. Autonomia

  4. Líderes abertos para trocas

  5. Reconhecimento


Percebe-se a importância de mapear as relações de trabalho, desenvolver as lideranças para se prepararem para esses momentos, incentivar que colaboradores assumam o protagonismo de suas ações e se responsabilizem por sua carreira.

Investigando a Cultura

O mapeamento desses riscos é o primeiro passo para compreender as mudanças necessárias e realizar um plano de ação assertivo. Esse processo envolve identificar elementos que podem impactar negativamente a saúde mental dos colaboradores. Aqui estão algumas estratégias práticas para fazer isso:


  1. Avaliação de processos internos: É importante identificar se a empresa possui um plano de carreira com cargos, salários e plano de treinamento definidos. Essa transparência é crucial para que o colaborador entenda os critérios para atingir promoções, necessidades de desenvolvimento e treinamento. Também é importante verificar se há diretrizes claras para a prevenção do estresse, flexibilização de jornada, suporte psicológico e canais de comunicação para denúncias de assédio ou pressão excessiva.

  2. Entrevistas e rodadas de feedback: Uma das formas mais diretas de entender o ambiente de trabalho é ouvir os próprios funcionários. Aplicar questionários anônimos sobre clima organizacional, carga de trabalho, relações interpessoais e estresse pode fornecer dados valiosos. Também é possível contratar profissionais para realizar essa tarefa através de conversas individuais ou em grupo com os colaboradores, que podem revelar fatores que não aparecem em questionários.

  3. Análise de indicadores de saúde e produtividade: Acompanhar dados como absenteísmo, rotatividade, afastamentos por motivos psicológicos (como burnout e depressão) e nível de engajamento pode ajudar a identificar padrões e áreas críticas.

  4. Observação do ambiente de trabalho: Avaliar a cultura organizacional, as relações interpessoais e o estilo de liderança pode indicar problemas estruturais, como comunicação falha, sobrecarga de trabalho ou falta de apoio emocional.

  5. Falar sobre saúde mental: A ideia é diminuir estigmas e tabus em torno do adoecimento mental, aumentando a consciência sobre o assunto e a identificação de possíveis sinais. Para tanto, falar sobre o tema através de treinamentos, palestras e rodas de conversa, além de incentivar o autoconhecimento, são estratégias interessantes para a prevenção de problemas de saúde mental.


Mapear os riscos psicossociais não é apenas uma questão de conformidade com regulamentações, mas uma estratégia para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e a produtividade da empresa. Empresas que investem nesse processo tendem a ter equipes mais engajadas, criativas e satisfeitas.


Você precisa de ajuda em qualquer uma das etapas? Posso lhe lhe oferecer uma estratégia alinhada aos seus objetivos e ir em busca de seus resultados.


Um abraço, Letícia Rodrigues


Quem sou eu?


Sou Letícia Rodrigues, psicóloga e fundadora da Fiorire Consultoria.

Atuo com desenvolvimento de pessoas, ajudando empresas e profissionais em seus desafios corporativos.

Desenvolvo programas de gerenciamento emocional, desenvolvimento de habilidades e gestão de carreira.

Já treinei colaboradores de empresas como SBT, MetLife, Nike e London Stock Exchange sobre temas como Inteligência Emocional, Motivação, Comunicação Assertiva e Saúde Mental Corporativa.

Sou Top Voice LinkedIn.



 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page